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Compras pela Internet são a melhor opção para evitar lojas e shoppings lotados

Se o varejo tradicional vê seus índices de vendas aumentarem no final do ano, com o comércio eletrônico não é diferente. De acordo com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), as compras pela Internet devem ter forte crescimento em 2010, de cerca de 40% em relação ao Natal do ano passado. Com cada vez mais brasileiros acessando a Web, o número de e-consumidores, que em 2009 foi de 17 milhões, também deve aumentar e chegar a 23 milhões de pessoas. Mesmo assim, esse número ainda é pequeno se comparado aos 70 milhões que utilizam a rede no Brasil.

Muita gente ainda hesita quando o assunto é fazer compras em lojas virtuais, e apenas três em cada 10 brasileiros já adquiriram um produto em sites da Internet. “É um mercado que cresce a cada ano, mas a maioria das pessoas ainda não percebe a praticidade do canal eletrônico para fazer compras. Se tomados os devidos cuidados, comprar pela internet é uma opção segura e confiável”, garante Gastão Mattos, consultor da Câmara.

Motivos não faltam para aderir às compras virtuais. Principalmente agora, época do ano em que as lojas estão cheias e as filas se tornam inevitáveis. Segundo a Camara-e.net, mais de 40 mil lojas estão presentes na Web. Entre elas, as principais varejistas do mercado tradicional, que você encontraria em um shopping: Lojas Americanas, Casas Bahia, Ponto Frio, Fast Shop, Magazine Luiza, Walmart, Carrefour,Livraria Saraiva, entre outras. Há ainda lojas que só existem no meio virtual e vendem exclusivamente pela Internet, como Submarino.com, Sack’s Perfumaria e Compra Fácil.

Com tantas opções ao seu alcance, a Internet torna bem mais fácil a tarefa de comparar preços, produtos e escolher aquele que melhor atende às suas necessidades. No site de uma loja é possível comparar produtos semelhantes de marcas diferentes.

Mais fácil ainda para quem usa os chamados sites buscadores de preço, como o Buscapé (www.buscape.com.br) e o BondFaro (www.bondfaro.com.br), onde se pode comparar o valor de um mesmo produto em lojas diferentes, garantindo um preço mais baixo e economizando o tempo que uma pesquisa física, indo de loja em loja, exigiria. “Usar a Internet melhora a qualidade da compra”, diz Gastão Mattos.

Além da descrição técnica do produto, nas lojas virtuais o usuário tem a sua disposição informações valiosas, que dificilmente encontraria ao fazer uma compra no comércio tradicional: a avaliação de outros clientes que já solicitaram os serviços daquela loja. Sobretudo nas empresas líderes de mercado, você encontra sugestões, críticas e opiniões de quem já adquiriu aquele produto que você pretende comprar, o que aumenta suas chances de fazer a escolha certa.

Pesquisar é o melhor negócio

Pesquise as melhores ofertas e leia com atenção as especificações do produto comprado para evitar que receba uma mercadoria diferente da que escolheu pelo site.

Como garantia, tenha um registro (imprima, capture uma imagem da tela) das transações que realizar. Facilita caso você receba um produto trocado ou a empresa cometa erros na cobrança.

Cheque o peso da mercadoria, já que o frete é cobrado à parte e isso influencia no preço final. E fique esperto: nesta época do ano empresas costumam dar grandes descontos, e até o frete pode sair de graça.

Direito do consumidor

Seus direitos de consumidor valem da mesma maneira para as compras feitas pelas Internet. Todo produto deve vir com nota fiscal, com o preço integral da mercadoria.

Preste atenção aos prazos de entrega informados pelo fornecedor. Nesta época, em que o volume de pedidos aumenta, os prazos também podem ser mais longos. Caso o produto não chegue no prazo estipulado, o cliente pode cancelar a compra ou negociar ampliação do prazo com a loja.

Para compras feitas fora de um estabelecimento comercial, o cliente pode “se arrepender” e devolver o produto , sem prejuízos, em até 7 dias a partir da data do recebimento

e-Commerce deve gerar receita de US$ 69,7 bi em 2011

O Índice do Varejo Online, soma dos volumes de transações online de automóveis, turismo e bens de consumo, conduzido trimestralmente pela E-Consulting Corp., aponta que o e-Commerce na América Latina e Caribe deve alcançar cerca de U$ 69,7 bilhões em 2011, o que representa um CAGR de 19,4% no período entre 2003 e 2011.

A análise mostra também que o Brasil é o maior mercado de comércio eletrônico, representando 45% do total, seguido de México, Venezuela, Argentina, Chile e Colômbia, que juntos representam 35%, e os demais países com 10% de representatividade.

No Brasil, neste primeiro semestre de 2010, os produtos mais vendidos na categoria Bens de Consumo foram Mídias como CDs, DVDs e Games que totalizou R$ 1,91 Bi, seguido por Saúde e Beleza, com R$ 1,88 Bi.

E em terceiro lugar os Livros e Periódicos, com faturamento total de R$ 1,65 Bi. Segundo as análises, o CAGR desta mesma categoria será de 31,5% no período entre 2002 e 2012.

Outro destaque da sub-categoria Saúde & Beleza, com 58,6%, que segundo Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting e responsável pelo Strategy Research Center, do Grupo ECC, “é fruto da combinação de redução das barreiras psicológicas da compra e também da maior participação dos consumidores de classes C e D”.

Já a sub-categoria Telefonia Celular, com 66,5% de CAGR, é o maior destaque. O levantamento mostra que as variáveis deste alto percentual são as ofertas de serviços de valor agregado via Internet, popularização das lojas de aplicativos online e aumento do número de devices com acesso a Internet.

Drivers de Crescimento

No comércio eletrônico local, o crescimento do setor está dividido na oferta, investimento de grandes varejistas nas operações online e aumento da participação das pequenas empresas no e-commerce.

E na demanda, que representa um crescimento econômico e aumento da renda média do brasileiro das Classes C e D, maior acesso a banda larga (incluindo móvel), alcançando 11,2 milhões em 2010, conveniência e comodidade associada à economia de tempo e a popularização de computadores e notebooks.

De acordo com o estudo, as principais tendências estão nos recursos para Programas de Fidelização, Programas de Afiliados e Novas Técnicas de Propaganda como o re-targeting e cross-targeting.

A utilização das Redes Sociais como canal de Relacionamento e Conversação com consumidores. Além dos canais móveis que, cada vez mais, utilizados como meios para comparação ou aquisição online.

Loja virtual do Carrefour estreia em março

SÃO PAULO – A loja online do grupo Carrefour irá ao ar até o final do mês de março. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da rede.

No ano passado, o Carrefour já havia divulgado que traria o e-commerce para o Brasil, mas ainda não tinha estabelecido uma data. Apenas afirmava que seria ainda no primeiro semestre de 2010.

A notícia consolida o movimento que ficou mais forte no ano passado, com a contratação de Jonas Antonio Ferreira para a área de e-commerce. Ferreira foi responsável pelo comércio eletrônico nas Casas Pernambucanas e no Pão de Açúcar.

Carrefour é o último dos grandes varejistas a ingressar no comércio eletrônico no Brasil. O Grupo Pão de Açúcar tem iniciativas desde 1995. Com as fusões com Ponto Frio e Casas Bahia, o grupo criou uma gigante do e-commerce que deve faturar algo próximo de R$ 2 bilhões.

Já as operações do Wal-Mart começaram em setembro de 2008.

A loja online do Carrefour faz parte dos investimentos de R$ 2,5 bilhões da rede francesa no Brasil. Além da estreia no comércio eletrônico, o valor servirá para expandir a atuação da rede para as regiões Norte e Nordeste.

Comércio via celular deve somar US$ 119 bilhões em 2015

Os gastos mundiais dos consumidores com produtos e serviços por meio de compras on-line via telefones celulares devem totalizar US$ 119 bilhões em 2015, cifra que responderá por 8% do total registrado pelo comércio eletrônico naquele ano, de acordo com a ABI Research.

A empresa de pesquisas avalia que o e-commerce móvel está ganhando massa crítica e tende a avançar rapidamente nos próximos anos. Uma prova disso, segundo o estudo, é que apenas nos Estados Unidos as compras on-line por celulares saltaram de US$ 396 milhões, em 2008, para US$ 1,2 bilhão no ano passado.

No Japão, o e-commerce móvel movimentou US$ 10 bilhões no ano passado, além de estar avançando de forma acelerada na Europa, que deve ultrapassar os Estados Unidos em valores até o fim deste ano, segundo a ABI Research.

Uma das tendências evidenciadas pelo relatório reside no fato dos consumidores passarem cada vez mais a comparar preços de produtos em lojas diferentes por meio dos seus celulares, antes da compra.