Tag Arquivo para consultoria e-bit

Dia dos Namorados deve movimentar R$ 550 mi no e-commerce

São Paulo – As vendas online para o Dia dos Namorados devem render para o comércio eletrônico brasileiro cerca de R$ 550 milhões, o que significa um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. A estimativa foi divulgada hoje pela consultoria e-bit, especializada em informações de e-commerce, e considera como período de vendas para a data o intervalo entre 29 de maio e 12 de junho.
No ano passado, o Dia dos Namorados movimentou R$ 393 milhões no comércio eletrônico. Este ano, os principais presentes comprados pela internet devem ser produtos de informática, perfumes e cosméticos, flores e cestas e telefones celulares. Por conta da proximidade com a Copa do Mundo, o mercado de e-commerce também aposta nas vendas de televisores de tela plana.
“Mesmo não tendo a mesma força como Natal e Dia das Mães, o Dia dos Namorados deve contribuir como nunca para o varejo eletrônico, principalmente se pensarmos nas grandes promoções feitas pelas lojas, aproveitando o gancho da Copa do Mundo”, afirma o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti.
Como os produtos com maior expectativa de venda neste ano tem maior valor agregado, a e-bit calcula que o gasto médio para a data será de R$ 375, contra R$ 330 em 2009.

Consumidor E-Commerce considera Lojas Virtuais Confiáveis

O comércio eletrônico pode, apesar de pouco tempo de existência, ser considerado a grande referência em vendas de produtos variados e, para não dizer e sem exageros, infinitos. Do total de pessoas que acessaram a rede mundial de computadores para adquirir mercadorias em lojas virtuais, 86,3% as consideraram confiáveis.

O levantamento, feito em 2009, foi medido pelo Índice de Confiança do e-consumidor, então executado pela consultoria e-Bit, empresa especializada em dados e informações sobre o comércio virtual. Colaboraram no estudo o Movimento Internet Segura e o comitê da Câmara Brasileira de Comércio.

Para efeito comparativo, nos Estados Unidos, onde o comércio pela internet é o meio preferido para a aquisição de produtos, o índice de satisfação é abaixo do brasileiro, em exatos 82%. O resultado, por fim, é comemorado por Gerson Rolim, diretor-executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.

Pedro Guasti, diretor geral da e-Bit, ressalta que no alto fluxo de dezembro do ano passado, a satisfação dos clientes diminuiu um pouco, pois a estrutura das e-commerces tem de estarem preparadas para a alta demanda no período do Natal. Aos poucos, isso será executado com maestria.

Gigantes do varejo acirram disputa na internet

São Paulo – O interesse dos grandes varejistas tem ampliado a competição na rede mundial e tornado mais difícil a vida de pioneiros como a B2W, dona do Submarino e da Americanas.com. A compra da Casas Bahia pelo Pão de Açúcar, no começo do mês, e a estreia do Carrefour, esperada para o próximo ano, prometem acirrar ainda mais a briga pelo consumidor virtual.

Segundo estimativa da consultoria e-bit, o varejo on-line brasileiro faturou R$ 10,5 bilhões no ano passado, excluindo viagens e automóveis, o que representa um crescimento de 28% sobre 2008. O total de pessoas que compram pela internet no País chegou a 17 milhões em 2009, de acordo com a consultoria.

“Os grandes varejistas entram com mídia e a força da marca na internet, colocando volume no comércio on-line”, afirmou Emerson Duran, diretor de Produtos de Captura da Redecard. O Walmart estreou na internet brasileira em outubro de 2008 e a Casas Bahia, em fevereiro de 2009.

Inaugurada com um investimento de R$ 3,7 milhões, a Casas Bahia espera que a loja virtual responda por 2% do faturamento da rede no primeiro ano de funcionamento. Segundo a empresa, o total de visitantes únicos do site tem aumentado em média 22% por mês.

Juliana Campos, analista da Ativa Corretora, estima que a participação de mercado da B2W caiu de 54% em 2008 para 47% no primeiro semestre de 2009. A companhia também foi obrigada a reduzir sua margem bruta em cerca de 0,5 ponto porcentual. “A ameaça maior está na união entre Pão de Açúcar e Casas Bahia”, disse a analista. “Por serem uma operação muito grande de eletroeletrônicos, eles conseguem comprar mais barato, por causa das lojas físicas.” A B2W não quis comentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.