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Pão de Açúcar e Casas Bahia representam 23% de participação no e-commerce

A recente fusão entre o Grupo Pão de Açúcar e as Casas Bahia apresentou um grande salto para ambos no comércio eletrônico. Conforme dados divulgados pela Serasa Experian, a fatia conquistada foi de 22,25% no atual mercado.

Segundo reportagem veiculada pela Agência Estado, isto representa um avanço considerável de 4,78 pontos percentuais, o que ocasionou, por consequência, uma queda de 2,97 da empresa B2W, que engloba os sites Americanas.com, Submarino e Shoptime, que agora passam a ter, juntos, uma parcela de 48,44% em acessos dos internautas.

Segundo o instituto consultado pela AE, outros varejistas que também registraram desenvolvimento participativo no mercado entre os internautas foram o Wal-Mart e o Magazine Luiza. Segundo consta a reportagem, o crescimento das redes se deve à retirada do Pernambucanas.com do comércio eletrônico.

Venda de móvel, informática e eletroeletrônicos cresce 10,1%

SÃO PAULO – O segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática será o setor do varejo que registrará o maior crescimento este ano. Redes como Casas Bahia, Cybelar, Extra e Magazine Luiza comemoram os resultados dos últimos meses e acreditam que seu desempenho não será diferente no Natal, com crescimento de até 20% nas vendas – e destaque para computadores. Segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, no acumulado de janeiro a setembro deste ano o setor contabilizou crescimento de 10,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A rede paulista Cybelar, que possui mais de 60 lojas espalhadas pelo interior paulista e atende principalmente o público C e D, afirma que o Natal será melhor do que o do ano passado e projeta incremento de 20% nas vendas. De acordo com Ubirajara José Pasquotto, diretor da companhia, já há uma aceleração de compras para o final do ano.

O executivo aponta a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre produtos de linha branca, por exemplo, como um dos principais motivos e que possibilitou que os meses anteriores tivessem um bom desempenho. “Este ano ainda não deve passar o de 2008 em vendas, mas já está acima de 2007″, explica.

Para o diretor, o problema de abastecimento de itens da linha marrom, como TVs de LCD, também deve ser normalizado porque a expectativa é que os produtos sejam muito procurados no Natal, assim como itens da área de informática. Com os resultados e otimismo para fechar o ano, a Cybelar estuda a aquisição de outras redes no interior paulista, além de estudar a implementação do seu comércio eletrônico. “Não estamos à venda, pelo contrário, pretendemos expandir também por meio de aquisições. Quanto ao e-commerce, já temos um catálogo virtual de produtos disponível nas lojas, e o próximo passo é montar a operação on-line.”

A rede Magazine Luiza também tem comemorado resultados e segue otimista para o Natal. Segundo a empresária Luiza Helena Trajano, em entrevista recente ao DCI, as vendas devem crescer 10% frente às do ano passado no Natal, e no varejo eletrônico (e-commerce) é esperado acréscimo de 50%. Em São Paulo, a rede afirma que está contente por completar um ano de operação, com 53 lojas, e deve manter a expectativa original de abrir 100 lojas na cidade até 2010.

Indicadores

Para Luiz Rabi, gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, o setor foi, de fato, um dos que mais se beneficiaram com o IPI e com certeza fechará o ano na liderança, seguido do setor de veículos. “A venda de veículos deve perder um pouco o ímpeto com a volta gradual do IPI, mas em eletrodomésticos o benefício continua e o setor de computadores tem passado ao largo da crise, colhendo incentivos do passado e com notebooks mais baratos, por exemplo.”

Os demais segmentos varejistas, como o de supermercados, devem manter o desempenho e a expectativa é que o setor de material de construção, que, mesmo com o IPI, continua em queda, volte a crescer com o reaquecimento do mercado imobiliário.

Para o técnico, os meses de maio, junho e julho foram de alto crescimento do varejo como um todo e arrancada de saída da crise, com média de crescimento de 1,5% por mês; os próximos meses devem apresentar taxas mais estáveis e menores, o que é até saudável para a economia e não significa pessimismo para o final do ano, pelo contrário.

Em relação ao desempenho do varejo no mês de setembro, o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, mostrou que em comparação a setembro de 2008, a atividade varejista teve elevação de 5,6%, a segunda maior taxa do ano, perdendo só para agosto.

Nuno Fouto, professor do Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), concorda que os segmentos devem continuar em alta e lembra que “as condições de crédito e pagamentos estão praticamente retomadas”, e que o setor de informática sempre aparece na frente por ainda ter pouca penetração. “Ainda há muitos consumidores sem notebook e desktop que aproveitam o Natal”, diz.

On-line

Aproveitando o aquecimento do consumo, a Apple inaugurou nesta terça-feira a sua loja on-line no Brasil, fazendo vendas diretas pela primeira vez no País. Antes, vendia por meio de revendedores oficiais e lojas do varejo.

E-commerce cresce sem parar

O comércio via Internet no Brasil saltou 27% no primeiro semestre de 2009. Os números são da última edição da pesquisa Webshoppers, realizada pela empresa EBit, com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara-e.net) que aponta números específicos do chamado e-commerce no País. São mais de 7,5 milhões de questionários no banco de dados.

O volume de negócios via Web atingiu R$ 4,8 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, contra R$ 3,8 bilhões em igual período em 2008. O tíquete médio, ou seja, quanto se gasta em cada compra, alcançou R$ 323 por consumidor.

O valor é considerado alto e mostra avanço das vendas de produtos de maior valor agregado, como eletroeletrônicos. A expectativa é que 2009 feche com um volume de R$ 10,5 bilhões em vendas online.

Mesmo com os efeitos da crise batendo à porta, o setor de vendas por Internet cresceu 50% em junho em comparação a abril e maio. O segredo está nas reduções de Impostos, que privilegiaram produtos de maior destaque na rede.

Confiança
Entre os produtos mais adquiridos via Internet estão, em primeiro lugar, livros e assinaturas de jornais e revistas, seguidos por artigos de saúde, beleza e medicamentos, logo depois produtos de informática, em quarto lugar eletrodomésticos e na quinta posição itens eletrônicos.

O número de consumidores que tiveram pelo menos uma vez a experiência de adquirir um produto via Internet saltou para 15,2 milhões no primeiro semestre de 2009. No ano anterior, este volume era de 11,5 milhões em igual período.

O aumento, segundo os organizadores da pesquisa, se deve fundamentalmente pelo crescimento da confiança dos consumidores. De acordo com o Movimento Internet Segura (MIS) e Câmara-e.net, 86% dos brasileiros que utilizaram a Internet para comprar algo estão satisfeitos com os resultados obtidos.

A universitária Nádia Nobre adora comprar pela Internet. “Estou sempre me atualizando. Às vezes vejo um produto em algum site e já clico para adquirir lá mesmo. É muito mais cômodo e seguro. Basta seguir algumas normas de segurança que não há problema“.

Para o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Fortaleza (Sindilojas), José Cid Alves do Nascimento, o consumo online é um caminho sem volta e que qualquer tentativa de frear este avanço é tolice. “Temos que nos adequar às mudanças, melhorar o atendimento em balcão e também passar a oferecer o serviço como opção“, avalia.

No entanto, Alves não acredita que a venda virtual supere a tradicional. “Nada é mais forte que o feeling do bom vendedor. Estes nunca serão suplantados“, aposta. Contudo, o número de pedidos via Web, até o final de 2009, deve ficar em 30 milhões no Brasil, cerca de cinco milhões a mais que em 2008, registrando uma evolução do tíquete médio para R$ 327 por compra.

Consumidores estão satisfeitos com e-commerce

Os consumidores que compraram presentes para o Dia das Mães e para o Dia dos Namorados pela internet no mês de maio aprovaram os serviços prestados pelas lojas virtuais brasileiras. De acordo com o “Índice de Confiança do e-consumidor”, estudo desenvolvido pela e-bit, em parceria com o Movimento Internet Segura (MIS), 86,45% dos internautas que fizeram suas compras nestes sites se disseram satisfeitos com o resultado final de suas compras.

O resultado foi o recorde do ano e demonstra que os varejistas virtuais brasileiros estão, a cada dia, mais bem preparados. O mês de maio é o segundo período mais importante do varejo no ano. Com o aumento no número de vendas, é natural que o e-commerce registre alguns problemas relacionados à logística durante o período. Mas o nível de satisfação indica que não foi o que aconteceu.

Para chegar aos resultados, a e-bit colheu 109.128 questionários no mês de maio. Por eles, as pessoas opinavam sobre quesitos como facilidade de comprar, seleção e informação sobre os produtos, preços, navegação, entrega no prazo, qualidade dos produtos, qualidade do atendimento a clientes, política de privacidade e manuseio e envio dos produtos.

Durante o período do Dia das Mães, o e-commerce faturou R$ 440 milhões. Já no Dia dos Namorados R$ 393 milhões. Ambos os resultados significam um crescimento de 20% em relação às mesmas épocas do ano passado.