Magazine Luiza pode comprar Lojas Maia

A gigante varejista Magazine Luiza, do Sudeste, negocia sua entrada no Nordeste através da aquisição da rede paraibana Lojas Maia, que tem 150 unidades ao todo, 19 delas em Pernambuco. Se o milionário negócio for fechado, será criado o terceiro maior grupo varejista do País.

O possível acordo, avaliado em R$ 300 milhões, segue uma tendência de fusões e aquisições milionárias entre grandes redes no País, a exemplo da baiana Insinuante com a mineira Ricardo Eletro.

A Magazine Luiza, hoje com 457 lojas e previsão inicial de faturar R$ 5 bilhões este ano, começou pelo interior de São Paulo, na cidade de Franca, em 1957, onde até hoje mantém sua sede administrativa. Embora uma primeira expansão do grupo, para Minas Gerais, tenha ocorrido em 1983, só nos anos de 2003 e 2004 foi que veio sua grande ampliação, com seguidas aquisições de redes menores em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Nesse meio tempo, a empresa lançou seu pioneiro portal na internet, o magazineluiza.com, configurando-se como um dos gigantes do chamado e-commerce. Porém, diante da expansão da economia nordestina, falta à Magazine Luiza entrar na região.

A Lojas Maia, por outro lado, já esteve envolvida em rumores de negociação com o grupo mexicano Elektra, do empresário Ricardo Salinas. Os estrangeiros começaram por Pernambuco, com um agressivo plano de expansão que não vingou. As negociações não prosperaram.

Esta semana, começaram a circular informações de que a Lojas Maia teria encontrado um comprador para a rede: a Magazine Luiza.

As duas varejistas negam a procedência das informações a respeito da aquisição, mas o possível negócio já repercutiu fortemente em todo o Brasil. A compra seria confirmada nos próximos dias.

A previsão de faturamento da Magazine Luiza, de R$ 5 bilhões, significa um crescimento de 35% ante o ano passado, quando a rede marcou R$ 3,8 bilhões.

Se for incluída a previsão da Lojas Maia para este ano, o possível negócio renderia um faturamento conjunto de R$ 5,7 bilhões. Ano passado, a rede paraibana faturou R$ 500 milhões.

VIRTUAL DIFERENTE - Além das tradicionais lojas do varejo de rua, das televendas e de seu portal na internet, a rede Magazine Luiza tem uma outra estratégia curiosa de vendas. O grupo criou o que chama de lojas virtuais, unidades de apenas 150 metros quadrados, contra os 1 mil m² de uma operação tradicional, para instalação em cidades pequenas.

Essas lojas virtuais baseiam-se na exibição aos clientes dos produtos por meio de computadores, com imagens digitalizadas em alta resolução e captadas em vários ângulos diferentes. De tão inusitado, o formato foi estudado como case na Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

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